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Pertencendo a um grupo humano

Quando escolhemos fazer parte de um grupo, seja ele familiar, social, religioso ou profissional, nos colocamos sob dois limites. O primeiro diz respeito às regras do grupo. Se quisermos pertencer àquele grupo, obrigatoriamente devemos seguir suas normas. O segundo limite é o líder do grupo. Enquanto estivermos no grupo jamais poderemos ultrapassar o líder, ou seja, não é possível evoluir além do ponto em que ele está.

Estas assertivas devem fazer parte de nosso conjunto de elementos a serem analisados antes de fazermos a escolha e durante a participação em qualquer grupo humano. O único grupo a que não temos - aparentemente - possibilidade de escolha é o da família consanguínea: nascemos e já pertencemos a um grupo. Durante a infância e a adolescência também não temos chance ou discernimento para exercer uma escolha deste porte.

O homem e a mulher adultos devem ter este discernimento. Quando se trata de um grupo familiar, por exemplo, o conjunto de normas é formado pela cultura e a tradição das pessoas, pelos hábitos familiares e pelos padrões éticos e morais dos integrantes. O líder de um grupo deste tipo pode ser um homem ou uma mulher, e seu poder é oriundo de sabedoria, dinheiro ou pelo temor que impinge aos demais. A avaliação que devemos fazer - tanto no caso em que vamos entrar no grupo, quanto no que já pertencemos -, é se este conjunto de normas nos ajuda a evoluir e seguir em frente, ou se nos restringe. Em relação ao líder - matriarca ou patriarca - temos de saber que deveremos estar sempre num nível abaixo - ou iremos ameaçar seu poder e seremos banidos do grupo. 

Os grupos de cunho devocional, vulgarmente conhecidos como espirituais, sejam eles religiões, seitas, doutrinas etc., seguem a mesma dinâmica. Existe o mestre, guru, monge, bispo, xamã etc. que comanda o grupo. Ele é o parâmetro evolutivo de todos que fazem parte daquele grupo. Isto significa que, no máximo, o discípulo poderá crescer e evoluir até um ponto próximo ao do mestre. Nunca igual, jamais ultrapassá-lo. O conjunto de regras de um grupo deste tipo é baseado em dogmas e ensinamentos arcaicos, normalmente elaborados para outras épocas culturais. As regras de religiões e seitas não são adequadas aos tempos presentes, pois são constituídas com o objetivo de manter e ampliar seu próprio poder.

A série ERAS traz em seu primeiro volume - Despertar - a história de um centro espiritual verdadeiro, chamado no livro de Goha-Iose. Durante as narrativas de Yeshua conhecemos como funciona uma organização baseada em devoção humana. Os limites a que os seguidores são submetidos ficam muito claros, apesar de serem aplicados de forma sutil e velada. O objetivo da organização é o poder, e não a evolução dos que a seguem e mantém.

É imperioso que façamos este tipo de análise em relação aos grupos a que pertencemos, ou que queremos pertencer. Se simplesmente aceitamos permanecer ou entrar em determinado grupo por comodismo, ou como se fosse algo inevitável, que estejamos destinados e sem poder de escolha, estaremos condenados à estagnação evolutiva.