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Monarquia, filosofia, religião, economia e Ciência

 

A evolução humana depende da ciência

A nossa evolução neste planeta, vista de um ângulo pragmático e amplo, está sujeita ao avanço científico nas várias áreas do conhecimento – por uma questão bastante simples: o planeta Terra teve um início, estamos no meio e terá um fim. Nesta etapa intermediária que precede o fim acontecem mudanças evolutivas do corpo estelar – que identificamos como alterações no clima, nas águas, no solo, na insolação etc. Precisamos da ciência para sobreviver a estas mudanças e, principalmente, ao fim do planeta – quando não será mais possível a vida na Terra.

O fim NÃO está próximo

Estamos vivendo o final da Quinta Era planetária, que terminará no século 23; depois desta Era ainda teremos a Sexta e a Sétima. Isto significa muitos e muitos séculos pela frente – milênios. Esta quantidade de anos pode parecer enorme, mas se torna ínfima quando analisamos do ponto de vista da evolução científica da humanidade. Nossa mente ainda não compreende coisas básicas como o funcionamento de nosso próprio corpo, do meio em que ele vive e do funcionamento do sistema solar – apenas para não sair das vizinhanças. Mantemos nossos corpos de forma precária, intoxicados por alimentos industrializados, obesos e flácidos, e com pouco tempo de validade – morremos cedo. Não sabemos ainda o que é a vida; não consideramos o reino mineral algo vivo, por exemplo. Uma pedra não se move, não se reproduz – não é vivo, portanto. O planeta, contudo, é basicamente reino mineral, evolui no seu ritmo e se transforma; nasceu, está ao final da adolescência e morrerá. Desconhecemos as interações planetárias com nossos vizinhos – Marte, Júpiter etc. –, e consideramos a Lua um corpo estelar morto, que serve apenas para fazer nossas marés subir e descer.

Precisamos evoluir cientificamente

Estamos num patamar muito modesto em termos de ciência e tecnologia. Locomovemos-nos na superfície, no mar, no ar e no espaço com a velha tecnologia de combustão interna dos motores e turbinas. Um reator nuclear moderno tem o mesmo princípio da velha locomotiva “Maria Fumaça”: energia e movimento a partir de água fervendo; o reator usando urânio, o trem, lenha e carvão. Nossos carros ainda são caixas sobre quatro rodas – estas inventadas num tempo tão distante que nossa memória coletiva não conservou. Parece que nossa Ciência insiste em permanecer rasteira, condenando o deslocamento de pessoas e cargas a um processo lento, ruidoso e poluente.

 As armas que fabricamos, apesar da aparência modernosa, ainda se baseiam no princípio de pólvora explodindo para fazer um pedaço de metal atingir o alvo. Não conseguimos fazer armas não-letais eficientes, que possam garantir segurança aos policiais e evitar ferir ou matar um criminoso. Parece que nossa Ciência aposta que a morte, leia-se guerra, é indispensável ao processo evolutivo.

Nossa indústria farmacêutica focaliza seus investimentos em amenizar ou suprimir consequências de doenças, produzindo cada vez mais medicamentos de uso contínuo e criando uma clientela cativa e dependente. As causas da doença são ignoradas como estratégia de mercado, já que uma pesquisa científica séria poderia eliminar as origens da enfermidade – e a necessidade de remédios. Parece que nossa Ciência quer uma sociedade enferma.

O paradoxo tecnológico

O senso comum é o de que vivemos numa época de muito conhecimento científico e tecnológico – mas isto é uma meia-verdade. O potencial humano para pesquisa e desenvolvimento é que se mostra enorme. Ter potencial não é uma conquista de fato, é algo latente. Por que, podemos questionar, continuamos presos ao motor de combustão, à pólvora e à aspirina? A impressão é a de que o tempo e a energia dos cientistas estão direcionados para outras coisas, e que algumas áreas não merecem atenção. Podemos inferir, contudo, que um equipamento de transporte que não utilizasse rodas e motor seria muito útil; uma arma que somente atordoasse ou imobilizasse o criminoso com segurança, idem; um sistema de saúde que mostrasse as causas das enfermidades e apontasse as soluções, também. O paradoxo resulta do fato de termos as condições e os recursos de fazer, mas escolhemos outra direção.

A ciência sempre foi subjugada

Os avanços tecnológicos parcos e equivocados desta humanidade são consequência direta da subordinação dos agentes científicos ao longo dos tempos. Podemos realizar uma leitura retroativa para entender este processo. Considerando a Ciência, em todas as áreas de conhecimento, vemos que quem primeiro tomou suas rédeas foi a nobreza – os dirigentes por direito consanguíneo – reis e imperadores. Isto se passou principalmente na época cultural Egipto-Caldaica, quando os faraós, por exemplo, ditavam os avanços que deveriam ser feitos em medicina, arquitetura, agricultura etc. Com o passar do tempo – e o declínio do poder aristocrático – o cabresto foi exercido pela filosofia, já na época Greco-Latina. Os filósofos gregos, por exemplo, foram o poder real por muito tempo. A supremacia filosófica foi sendo superada pela religiosa, e o comando da ciência na época cultural passada, a Anglo-Saxônica, foi exercido pelas religiões, principalmente pelo cristianismo e pelo judaísmo.

Os reis perderam poder para os filósofos, que perderam para os cardeais que, em decadência moral e ética, concederam a guiança da ciência e tecnologia para a classe dominante atual.

Os que dominam a economia controlam a ciência atualmente

As religiões – autoencarceradas em seus dogmas arcaicos – rapidamente se submeteram ao poder econômico e administrativo dos empresários, que assumiram e determinaram – e ainda o fazem – os destinos do desenvolvimento científico e tecnológico da Humanidade.

Os reis e faraós dirigiram a ciência para a glória e perpetuação de seu reinado – autoglorificação; os filósofos intencionavam um objetivo humanista e civilizatório para a ciência, mas perderam-se nas suas raízes escravocratas, que mantinham um sistema de castas; o clero tinha boas intenções no início – ajudar os fracos e necessitados –, mas consumiu-se em contradições tentando preservar suas verdades intocáveis e trocou o papel de feitor pelo de opositor da ciência. Os empresários foram mais coerentes em sua trajetória de comando da ciência e tecnologia: desde o início afirmaram que o objetivo fundamental seria o lucro.

A evolução real

O domínio dos aristocratas, filósofos, cardeais e empresários gerou, no mínimo, uma unicidade de ações que fez com que houvesse um desenvolvimento concatenado entre as áreas de ciência e tecnologia. O grande problema é que este avanço sempre foi em função de interesses pessoais ou de grupos, enquanto que o objetivo deveria ser sempre a evolução humana concreta, ampla e adequada – independentemente das diferenças externas que existem entre todos nós.

Evolução humana concreta significa desenvolver onde realmente importa e faça diferença, sem despender tempo e energia em superficialidades desnecessárias, tais como automóveis que correm a 300 km/h quando limitamos a velocidade nas estradas em 120; ou bombas e armas cada vez mais mortíferas e poderosas quando sabemos que não devemos usá-las.

Evolução humana ampla e adequada significa fazer com que a Humanidade evolua de forma homogênea e harmônica – em termos morais, éticos, econômicos e genéticos. Não deve haver discrepância sensível entre o estágio de grupos humanos, desde o acesso básico à água e comida até a inserção nas atividades econômicas, tecnológicas e científicas.

A troca de comando nos trará mais decadência

O capitalismo de risco não pode e não deve ser o gestor do desenvolvimento científico da Humanidade. Estamos atualmente vivendo a época cultural Sino-Russa (ou Russo-Chinesa) onde toda a tragédia desta liderança promíscua e corrompida será percebida mais claramente. Assim como assistimos ao espetáculo patético e predatório do capitalismo liderado pelos povos anglo-saxônicos, já podemos ver alguns sinais acontecendo na nova época: o uso de trabalho escravo e infantil para produzir com baixo custo na China e o acolhimento de atividades ilícitas e corruptas por países do antigo bloco soviético, apenas para citar alguns.

Sabedoria e integridade

A Ciência deve ser gerenciada pela estrutura governante dos países e do planeta. Uma estrutura governante deve ser constituída pelas pessoas mais sábias e íntegras de cada nação. Uma pessoa sábia e íntegra é a que reúne conhecimento amplo, discernimento, honestidade e padrões morais e éticos elevados. Alguém que tenha sob controle os desejos do corpo emocional e os instintos do corpo físico, e que viva sob a guiança de uma mente ativa, racional e equilibrada.

Não se forma um grupo de pessoas assim pelo voto ou por nomeação. Estas pessoas são reconhecidas. Uma nação reconhece os membros que podem governá-la de forma inequívoca, assim como reconhecemos claramente as pessoas que querem governar em proveito próprio.

Uma nova direção para os objetivos da Ciência

As metas científicas desta humanidade devem ser reavaliadas para atender a algumas demandas planetárias dos próximos séculos. Algumas ideias:

Domínio da técnica de construção de corpos físicos humanos adultos, para que as pessoas possam optar por manter a consciência no Mundo Material após a falência do corpo envelhecido, sem precisar passar pela inutilidade da infância e da adolescência. É um contrassenso que os seres humanos, no ponto de maior maturidade, experiência e utilidade à evolução mundial, se aposentem e morram, tendo que começar tudo de novo com um nascimento convencional.

Gerenciamento das condições climáticas do planeta. Gerenciar significa monitorar e controlar. A natureza não é “mãe”, e não nos acolhe serenamente em seu regaço (quem ainda tiver ilusões em relação à natureza experimente passar alguns dias no meio do mato levando apenas a roupa do corpo). A humanidade vive em território hostil: somos periodicamente “atacados” por terremotos, vulcões, dilúvios etc. Precisamos entender como o planeta físico funciona e criar métodos e processos de gerenciamento.

Criação de um sistema de transporte que não utilize as leis básicas da ciência conhecidas até o momento. É preciso que aconteça um desapego de teorias físico-químicas formuladas no passado para que novos paradigmas surjam e possibilitem um avanço científico considerável. Continuaremos condenados a esta ciência rudimentar enquanto nossos cientistas não se libertarem da prisão dos dogmas científicos formulados no passado. As teorias que embasam a atual ciência – em física, astronomia, química etc. – foram úteis para nos trazer até aqui, mas devem ser postas de lado para que um avanço significativo aconteça.

A próxima mudança

As próximas décadas serão de domínio sino-russo, e não devemos ter expectativas de alguma transformação consistente neste modelo de gestão da ciência. Os dirigentes mundiais continuarão se ajoelhando perante o poderio econômico do bloco que adotou o capitalismo em sua forma mais agressiva, sem abdicar do poder ditatorial de uma elite.

Uma mudança será possível a partir da última época cultural desta Quinta Era, a Pan-Americana, quando novos conceitos serão utilizados por pessoas e grupos no continente americano. O movimento acontecerá predominantemente na América do Sul – tendo o Brasil como protagonista. A América do Norte, coadjuvante nesta época futura, terá deixado há muito de ser modelo e exemplo a ser seguido, como fazemos hoje.

Preparemos nossas mentes desde já, para que aqueles sábios referidos anteriormente possam ser reconhecidos e nos liderem neste futuro próximo.